segunda-feira, 28 de agosto de 2023

Sessão 01: Embarcando para a Ilha da Tempestade

 O nosso cenário inicia-se na cidade de Baldur's Gate (Portão de Baldur), mais precisamente no pequeno templo de Bahamut que Divah, clériga devota de Bahamut, possui e também usa como lar para si e seus amigos, os jovens Hank, Sheila, Presto, Diana, Erik e Barbs (Bárbara).

 Como em um dia qualquer, todos nossos aventureiros estão levando sua vida. Divah está em seu templo, e com o avançar da hora, começa a encerrar as atividades diárias e a fechar as portas para a noite. Após o fechamento do templo, Divah segue para dentro de casa, voltando-se aos preparos para receber seus amigos que estão voltando de suas atividades. Neste momento batem na porta principal do templo.

 Divah, sabendo que seus amigos possuem as chaves para entrar, e que não há procuras ao templo após o fim da tarde, foi atender a porta com sua maça em mãos, preparada para qualquer tentativa de roubo, visto que o tempo se encontra na Cidade de Fora de Baldur's Gate, um local em que não há muita segurança e há também uma crescente violência noturna.

 Ao abrir a porta, bem devagar, observa quem havia chamado, um homem moreno, careca, vestido com uma toga. Após uma breve conversa com ele, descobriu seu nome: Dhalsim, um monge vindo da pequena cidade de Ninho Verde (antiga cidade de Divah), e que procurava especificamente por ela. Mantendo o cuidado, Divah deixa-o entrar e sentam-se à mesa para conversar privativamente, como ele pedira, sem deixar de estar com sua maça em mão.

 Apesar da breve hostilidade na recepção, Dhalsim conversa com Divah, e, conforme chegam os amigos dela, a hostilidade aumenta, porém Dhalsim consegue lidar com a situação e pacificando a conversa, após intervenção de Sheila (que pede a todos que acalmem os ânimos, visto que Dhalsim está desarmado e em menor número).

 Dhalsim se diz em missão pela sua ordem, e que vai à Baldur's Gate para investigar as atividades do Culto do Dragão, e que também seria necessário investigar se há atividade do Culto do Dragão na Ilha da Tempestade. Porém, como a viagem para a Ilha da Tempestade (ida e volta) tomaria mais tempo que o esperado, ele queria contratar os serviços da Divah para visitar a Ilha da Tempestade (que tem o maior templo voltado à Bahamut) e investigar se há atividades do Culto por lá.

 Divah e seus amigos concordam com os termos e o pagamento (adiantado inclusive), e no dia seguinte seguem ao porto de Baldur's Gate para pegar o navio contratado pelo Dhalsim, um navio mercante que passará na ilha para deixá-los e, após uma decena, voltará para pegá-los e trazê-los de volta. Dhalsim acerta que eles devem procurá-lo em Ninho Verde na volta para lhe dar o resultado da investigação.

 No navio, o grupo conhece o Capitão Dan, um mercador comum, que os recepciona e os acomoda no barco para a viagem de navio, em 7 horas chegarão à ilha. A viagem transcorre tranquila e ao final da tarde chegam à praia da Ilha da Tempestade, uma ilha rochosa com bosques esparsos, nas proximidades do Descanso do Dragão, onde tem o templo de Bahamut.

Ilha da Tempestade

 Ao descerem na praia e se dirigirem ao caminho rochoso que leva ao Descanso do Dragão, os aventureiros escutam um barulho meio tropego e de gemidos misturados com engasgos com água, vindo de trás deles. Ao virarem, eles se depararam com 5 (cinco) zumbis saindo das águas da praia, parecendo todos afogados e com roupas de marinheiros, soltando água pelas suas bocas.

 Logo nossos heróis se engajaram em um combate contra os zumbis, que pouco os ameaçaram. Sem maiores danos - exceto pela queda que Hank teve ao tentar uma manobra inusitada para surpreender os zumbis, que teve uma leve escoriação - os aventureiros derrotaram os mortos-vivos (com Barbs usando bastante seu machadão para decapitar zumbis) e seguiram ao Descanso do Dragão.

 Ao chegarem no Descanso do Dragão, foram recepcionados por vários kobolds curiosos, que fizeram as mais diversas perguntas (como crianças bastante curiosas), avistaram um casal de humanos e foram recebidos por uma Draconata de Bronze chamada Runara, sacerdotisa de Bahamut, que agradeceu aos aventureiros por livrarem eles dos mortos-vivos nas praias e ofereceu-lhes abrigo na biblioteca, além de convidá-los para o jantar.

Runara

 Após estas recepção, encerramos a sessão 01, ansiosos pela Sessão 02, agora em setembro. Até a próxima!

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Apresentando os (já conhecidos) personagens

 Na postagem anterior, apresentei a idéia da campanha e que será formada por jogadores novos e dois que não jogam D&D desde o AD&D (2ª edição). Hoje trarei os personagens principais dessa história que será contada, alguns já bem conhecidos dos fãs do desenho Caverna do Dragão, vamos à eles!

  • Hank, o líder grupo no desenho, aqui nessa história já está com 23 anos (8 anos após entrarem no carrinho do brinquedo do parque de diversões);
  • Sheila, a ladina do grupo, aqui nessa história já está com 22 anos;
  • Presto, o feiticeiro do grupo, aqui nessa história já está com 22 anos;
  • Erik, o cavaleiro do grupo, aqui nessa história já está com 23 anos;
  • Diana, a acrobata/monge do grupo, aqui nessa história está com 23 anos;
  • Barbs (que um dia foi o Bobby), a bárbara do grupo, aqui nessa história está com 18 anos, e mudei o sexo do personagem para uma mulher controlar o personagem (depois passo o background do personagem explicando a "mudança");
  • Divah, que acolheu os jovens após eles chegarem à Costa da Espada, é a clériga da grupo, e está com 28 anos nessa história.

 As imagens acima estão na ordem em que foram apresentados os personagens acima.

 O Background geral dos personagens de Caverna do Dragão é que eles após libertarem o Vingador (conforme o roteiro original que gerou o quadrinho Caverna do Dragão Requiem) decidiram pegar o portal e voltar para casa, deixando a Uni com o Mestre dos Magos e com o seu filho, o Vingador.

 Porém ao entrarem no portal, após 2 anos presos naquele mundo, imaginando que estariam voltando para casa, algo ocorreu em todo multiverso e afetou o portal que havia acabado de entrar. Assim acabaram chegando ao mundo de Toril, no continente de Faerûn, na Costa da Espada, nas proximidades de Baldur's Gate.

 Sem entender o que havia ocorrido, os jovens tentaram se localizar, procuraram por Mestre dos Magos sem sucesso. Descobriram que suas armas estavam muito mais fracas e limitadas, o que deixava-os bem vulneráveis aos perigos deste mundo (que se mostraram mais desafiadores que os do mundo que estavam antes).

 Neste contexto, com fome, sem amparo, sem orientação e sem saber como voltarem para casa, eles chegaram à Baldur's Gate, uma cidade muito maior que qualquer outra que tenham visto no mundo anterior, em que seus habitantes não são tão amistosos.

 Nas ruas da cidade de fora de Baldur's Gate, os jovens desamparados foram perturbados por vários bandidos, guardas da cidade e pessoas mal-encaradas, esconderam seus itens mágicos (agora quase comuns de tão enfraquecidos) para evitarem que fossem roubados. Marginalizados eles encontraram amparo em uma capelinha bem simples, à época destinada à divindade Bahamut. Lá encontraram Divah, uma clériga devota de Bahamut, que buscava ampliar a influência do deus-dragão honrado em Baldur's Gate.

 Divah recebeu os jovens assustados em sua capela e os acolheu. Ouviu suas histórias (ficou impressionada em saber que os jovens já haviam se deparado com Tiamat e sobrevivido), entendeu o que eles haviam passado, porém sem saber como ajudá-los a voltar para casa. Porém ofereceu suas dependências de abrigo para eles. Com o passar do tempo ela ensinou-lhes sobre o que ela sabia de Faerûn, da Costa da Espada, da cidade de Baldur's Gate e sobre divindade-dragão Bahamut, irmão de Tiamat.

 Com o passar dos anos, Divah foi orientando aos jovens o que poderiam fazer para viverem em Baldur's Gate, enquanto não descobrem como voltar para casa:

  • Hank entrou para a guarda da cidade, como batedor, trabalhando mais no patrulhamento dos limites da cidade;
  • Sheila trabalhou suas habilidades ladinas para ajudar as pessoas mais desamparadas da cidade de fora de Baldur's Gate;
  • Presto descobriu que sua magia tinha deixado seu chapéu e se integrado com seu ser, porém o chapéu sempre o ajudou a se concentrar, buscou aprimorar sua magia agora inata;
  • Erik treinou para se tornar cavaleiro de fato;
  • Diana utilizou suas habilidades de acrobacia e dança para virar uma artista com apresentações pela cidade;
  • Bobby revelou à Divah que era, na verdade, uma menina chamada Bárbara, apelidada de Barbs pelos pais, porém quando criança queria ser menino, então exigiu que todos a chamassem de Bobby e fosse tratado como menino. Com a chegada da puberdade, Bobby não se sentia mais confortável sendo tratada como menino e decidiu (com auxílio de Divah e Sheila, além dos demais amigos, no amparo emocional) retomar o nome dado pelos pais e assumir sua sexualidade feminina. Ainda sim, era uma garota muito forte e bem bruta no comportamento, ajudava e protegia a irmã mais velha quando algo dava errado, destacando-se como protetora das pessoas mais desemparadas da cidade.
 Assim Divah e os jovens de Caverna do Dragão viraram uma família bem unida, e após alguns anos chegamos ao momento que nossa aventura se iniciará, no ano de 1481, Ano do Pequenino Sorridente, com a aventura Dragões da Ilha da Tempestade.

quinta-feira, 3 de agosto de 2023

Bem vindos à Caverna do Dragão em D&D 5e

 Começarei os relatos de uma campanha que mestrarei presencialmente, como se fosse um diário de campanha. Juntei um grupo de jogadores novatos com alguns antigos jogadores do velho código (leia-se AD&D) para uma campanha de Dungeons & Dragons na 5ª edição. Serão 7 (sete) jogadores (sim um grupo grande), que iremos nos reunir uma vez ao mês para construirmos a história que aqui será contada. Irei mesclar uma caixa básica (com a aventura Dragões da Ilha da Tempestade) e uma campanha longa (Tirania dos Dragões).

 Como 5 (cinco) dos 7 (sete) jogadores são novatos, e não sei se irão curtir uma campanha tão longa (de 1º à 15º nível, como é previsto na Tirania dos Dragões), iniciarei com uma campanha curta (de 1º à 3º nível, do Kit Introdutório de D&D, Dragões da Ilha da Tempestade) e, se quiserem continuar, adaptarei à campanha longa para se integrar com a inicial.

 Com tantos iniciantes e 2 (dois) ex-veteranos (pois não jogam nada à quase 20 anos), decidi que iríamos começar com 7 (sete) personagens já criados (por mim), para evitar uma longa sessão zero de ter que ensinar à todos como criar uma ficha, e focar no que realmente importa numa sessão zero: descobrir as expectativas, os receios, fazer os acordos de convivência, e a agenda de jogos.

 Então, antes da sessão zero, precisei criar personagens, o Kit Introdutório já tinha 5 (cinco) criados, então só precisaria de mais 2 (dois). Porém, pensei em como deixar o jogo um pouco mais atrativo aos jogadores iniciantes (principalmente os que nunca jogaram nada de RPG), e peguei o gancho de podermos acabar seguindo para a campanha longa, que envolve a rainha dos dragões, Tiamat, e propus aos jogadores que 6 (seis) desses personagens serem os do desenho Caverna do Dragão (claro que enfraqueceria os seus itens mágicos e os personagens seriam adultos e de 1º nível), e numa decisão unânime, todos concordaram.


 Como temos no grupo 4 (quatro) mulheres e 3 (três) homens, precisei alterar o sexo de um dos personagens e criar uma 7ª personagem (que será a clériga do grupo). Tirei os personagens do mundo em que estavam antes (com Mestre dos Magos, Vingador, Uni, Demônio das Sombras e etc) e os transportei à Toril, no continente de Faerûn, na Costa da Espada, mais precisamente em Baldur´s Gate, no cenário de campanha de Forgotten Realms.

 Nas próximas semanas conto essa história, que integra o background dos 6 (seis) personagens conhecidos e acrescento o 7º elemento. Até lá!

Sessões 14 e 15: Tocaia no Moinho e a Invasão do Forte

 Já dentro do templo, os moradores ali refugiados do ataque gritaram em pânico, pois acharam que os invasores eram os saqueadores e não os a...