Depois da pausa para as festas de fim de ano e as férias, voltamos com nossas sessões mensais da aventura Dragões da Ilha da Tempestade, na nossa Sessão 04, que intitulei como Tem algo fedendo à enxofre, vamos à ela.
Ao voltarem para a praia de onde saíram, os aventureiros foram ao Repouso do Dragão, em busca de Runara, e à encontraram na cozinha com alguns kobolds, estavam almoçando. Ao observar a forma que chegavam, feridos e cansados, Runara logo se dispôs a ajudá-los. Porém os aventureiros apenas comeram e pediram para descansar um pouco antes de conversarem sobre os fatos ocorridos abordo do Rosa dos Ventos, algo que Runara prontamente concordou.
Após o almoço, foram à biblioteca para recuperar um pouco as forças. Hank aproveitou para verificar com mais atenção umas botas que havia encontrado junto ao diário e ao amuleto. Calçou-os, observando que as botas possuíam ajustes que permitiria qualquer um deles calçá-los confortavelmente, e andou pela biblioteca. Enquanto isso, Divah aproveitou para estudar mais o amuleto encontrado de Aleitha, e observou que tal amuleto de tranças é algo meio padrão entre amantes e casais que querem simbolizar uma união enquanto estão distantes um do outro, porém verificou que este foi de alguma forma profanado no passado, com marcas de alguma profanação demoníaca, mas sem indícios de estar amaldiçoado. Talvez a história escrita no diário do capitão do Rosa dos Ventos não esteja tão distante da realidade, pois os sinais de profanação podem vir de Orcus, o Príncipe-Demônio dos Mortos-Vivos.
Os demais conversavam se deveriam confiar ou não em Runara, com receio de que ela pudesse fazer parte de alguma seita demoníaca, mas, no fim, decidiram que precisavam conversar e revelar à ela o que descobriram, mesmo que fosse gradativamente, para ver se descobriam mais e o que deveriam fazer com tal amuleto. Passado este tempo, Hank chega à todos e revela o que descobriu das botas: elas são mágicas, não fazem qualquer barulho, não importando a superfície que ande, nem o tipo de passada ou salto que dê. Com isso todos chegaram à conclusão que essas botas seriam de grande serventia para Sheila, pois, combinados com a capa dela, deixá-la-iam ainda mais furtiva.
Após esse curto descanso após refeição, foram procurar Runara, e encontraram-na no templo, em frente à estátua de Bahamut, onde fazia alguma oração ao Dragão-Deus de Platina. Quando Runara terminou, foi ao encontro deles e conversaram sobre os fatos ocorridos abordo da embarcação naufragada. Runara ficou espantada com a história que envolvia Orcus e Aleitha, que sabia ser esposa de Zarcon, um antigo morador do Repouso do Dragão, que falecera de velhice há uns 10 (dez) anos. Zarcon sempre fora muito devoto de Bahamut desde que chegara ao Repouso do Dragão, há uns 55 (cinquenta e cinco) anos. Runara informou que o navio Rosa dos Ventos encontrara seu fatídico fim há uns 50 (cinquenta) anos e que desde então os zumbis começaram a surgir nas praias, mas que algo tinha ocorrido recentemente que aumentara o número de zumbis e de naufrágios ocorridos na encosta. Ao ser informada das harpias, logo entendeu que estas deveria estar encantando os marujos dos navios para fazê-los colidirem com as pedras, algo que Varnoth já havia relatado ter visto (embarcações mudando suas trajetórias para colidirem diretamente contra as pedras) e que isso, atrelado à profanação do amuleto em nome de Orcus, aumentara o número de mortos-vivos nas praias.
Então os aventureiros queriam saber o que melhor poderiam fazer com o amuleto para garantir o fim dessa profanação, Runara indicou que eles poderiam destruí-lo ou enterrá-lo junto à cova de Zarcon, assim cumprindo o desejo de Aleitha de se juntarem, mesmo que no pós-vida. Runara opinou que ela achava melhor tentar enterrá-lo, pois destruir um amuleto profanado poderia, talvez, atrair a atenção do demônio profanador, fato que os aventureiros concordaram. Runara também informou que Tarak, que fora salvo pelos aventureiros, estava se recuperando em seus aposentos, mas que desejava conversar com eles. Porém Runara não sabia bem o que ele queria, talvez quisesse apenas agradecer. Decidiram então que, antes de enterrar o amuleto, iriam conversar com Tarak.
Ao chegarem nos aposentos de Tarak, observaram que ele estava deitado, porém acordado, com o kobold Bleep (que também fora atacado) numa rede improvisada ao lado, dormindo. Tarak agradeceu ao salvamento, mesmo estando ainda muito fraco, e pediu-lhes um favor. Neste meio tempo, Hank, sentindo uma aura sagrada dentro de si, se aproximou de Tarak e o tocou, curando-o magicamente, algo que fizera pela primeira vez. Tarak sentiu-se melhor de imediato, sentando na cama e com uma aparência bem mais saudável, agradecendo de imediato a bênção que recebera.
Então explicou aos aventureiros sobre a caverna dos Miconídeos, uns homens cogumelos com que sempre teve contato e bom relacionamento, porém algo recente tinha ocorrido que eles tinham colocado um octópode morto-vivo como guardião da entrada da gruta marítima. Explicou como os miconídeos são e como se comportavam, inclusive explicou que somente o líder dos miconídeos, chamado Sinensa, poderia ter criado tal criatura com base nos seus esporos fúngicos, e que só faria isso em caso de se sentirem ameaçados por algo. Como não conseguia mais entrar na gruta, ele não sabia o que poderia ter ocorrido com seus amigos fúngicos, e solicitou que os aventureiros possam ir até a gruta, passar pelo guardião e descobrir o que houve com os miconídeos, e solicitou que trouxessem cogumelos dos jardins de cogumelos deles para que possa criar poções de cura e elixires de vida, que inclusive pagaria os aventureiros com uma delas. Depois de pegarem todas as indicações, decidiram que enterrariam o amuleto e em seguida atravessariam a ilha, desta vez à pé, para chegar à gruta ainda na maré baixa.
Enterraram o amuleto e ficaram satisfeitos que nenhum dos corpos ali enterrados tenha se levantado contra eles, então seguiram viagem. Ao chegarem do outro lado da ilha, vislumbraram a gruta no sopé de um penhasco, e viram uma pequena trilha descendo até a praia que depois conseguiriam chegar a gruta por ela. Porém ao se aproximarem da decida sentiram um cheiro forte de enxofre, foi então que foram atacados por pequenas criaturas que pareciam dragões, porém sem asas ou pernas, flutuando em uma nuvem de fumaça, e que ao aproximarem sopraram um jato cônico de um vapor muito quente que os queimou, alguns conseguiram desviar e foram pouco afetados, mas ainda sim sentiram o calor escaldante. Logo se viram envolto a 5 (cinco) dessas criaturas, todas chegando perto e soltando este sopro neles, fato que os fez se dispersarem. Diana e Barb's logo partiram para cima de uma das criaturas encerrando com sua existência, porém logo descobriram que mesmo na morte essa criatura era perigosa, pois ao morrer ela explodia atingindo todos em sua volta, e que poderia queimar a todos com o vapor escaldante de seu último momento. Hank chegou a ser mordido por um deles, e a mordida também queimava. Presto jogou um raio de fogo em um deles, porém não pareceu fazer efeito algum, mas o arco de Hank e a Chama Sagrada de Divah os atinge bem.
Sem muitas dificuldades eles encerram com as criaturas, sempre gerando as explosões de vapor quente com cheiro de enxofre, mas causando poucos danos nos companheiros, porém dado o dia cheio de combates, estavam exauridos, e sabiam que se seguissem agora, teriam que enfrentar o guardião estando bem cansados e com poucas forças, e ainda teriam que lidar com a maré que começava a subir. Decidiram então, no início da noite, montar acampamento e dormirem, para de madrugada, na maré baixa seguirem para a gruta.
Após este descanso longo, planejaram que deveriam deixar a Sheila entrar furtivamente à frente, para ver se conseguiria passar desapercebida pelo guardião octópode morto-vivo, visto que além de ser ladina e ter sua capa de furtividade, agora tinha as botas que haviam encontrado no Rosa dos Ventos. Como ainda era de madrugada, Divah lançou a magia Luz no machado de Barb's e Presto fez o mesmo com uma pedrinha que iria segurar, se colocando à frente e atrás do resto do grupo, respectivamente.
As Botas Élficas encontradas no Rosa dos Ventos
Na entrada da gruta, viram que uma passarela próximo as paredes que circundavam a entrada era suficiente para que passassem um de cada vez sem maiores dificuldades, porém aguardaram Sheila tentar passar e entrar na caverna, subindo o que parecia uma escadaria de pedras, sem despertar o guardião, porém ao se aproximar da escadaria, Sheila observa que no teto da gruta havia umas 10 (dez) criaturas que lembram morcegos, e indicou isso aos amigos. Nisso a água do mar na entrada da gruta começa a se movimentar mais, os demais, temendo que o guardião surja das águas se aproximam todos mirando às águas, para atacarem assim que surgir o guardião, exceto Presto, que pega seu capuz e começa a conjurar uma magia, preocupado com os "morceguinhos" do teto da gruta.
Gruta que mais à frente tem as escadarias de pedra que levam a entrada da caverna


