terça-feira, 25 de junho de 2024

Sessão 08: O sacrifício de Astalagan

 Astalagan e Lenniton lutavam ferozmente, mesmo Lenniton (Dragão Azul Adulto) sendo menor que Astalagan (Dragão de Bronze Ancião), levava vantagem por conseguir voar e realizar ataques ao ancião sem asas.

 Enquanto isso, dentro das ruinas do observatório, Fazfaísca, mesmo ferido, seguia com o ritual, e desta vez resolveu trocar de plano: ao invés de usar Aidron como sacrifício, ele usaria o próprio Astalagan, pois sua condição física de não voar facilitaria o serviço e a força de um sacrifício de um dragão ancião faria com que Lenniton alcançasse a última etapa de crescimento e empoderamento. Direcionou a energia do orbe para drenar a vida de Astalagan. Porém, ele não esperava que Astalagan conseguisse interferir neste sacrifício, fazendo o orbe sugar Divah, colocando-a no centro do do poder que o orbe roubava dele, passando pouco poder para Lenniton.

 Em um último esforço, Astalagan atacou Lenniton, atingindo-o no rosto, causando um grande ferimento próximo ao olho esquerdo do dragão azul adulto. Lenniton se afastou de Astalagan, voou mais alto, olhou com desprezo para ele e para os demais e decidiu ir embora, abandonando Fazfaísca e os Kobolds que à ele prometeram lealdade.

 Sendo amplamente atacado, Fazfaísca resolve lançar mão de uma cura que aprendera nos anos de estudo, recitou uma magia necromantica que arrancou o tecido corporal dos kobolds caídos e cobriu suas feridas, restaurando-o a saúde original. E para complementar, os Kobolds caídos, agora se levantavam como esqueletos mortos-vivos de Kobolds.

 Apesar de toda a preocupação do grupo com Divah, que gritava dentro do orbe, como se sua pele queimasse, Sheila decidiu executar as ordens de Astalagan, e libertou Aidron. Enquanto isso, Astalagan teve sua vida drenada, tendo o peito necrosado no processo, e caiu morto no mar.

Astalagan sacrificou-se para salvar Aidron

 Com a queda de Astalagan, a libertação de Aidron e a fuga de Lenniton, os aventureiros se voltaram para Fazfaísca, que demonstrava revolta com a fuga de Lenniton antes do fim do ritual, que agora estava interrompido. Diante disso, o orbe explodiu em luz, libertando Divah, que aparentava reluzir, como se tivesse sido banhada à óleo, e segurando uma maça mágica, a Maça Abençoada de Astalagan. Um presente à clériga de Bahamut, que canalizou parte do poder de Astalagan.

Maça Abençoada de Astalagan

 Mesmo com auxílio dos kobolds e dos kobolds esqueletos, Fazfaísca teve sua vida ceifada pelas mãos espectrais de Diana. E após a morte do draconato azul, os kobolds esqueletos desmontaram voltando para o mundo dos mortos e os poucos kobolds ainda vivos ficaram receosos de continuar lutando. Quando Divah chegou toda ameaçadora, exigindo que escolhessem entre servir Bahamut ou terem suas vidas retiradas em nome dele, eles se renderam, afirmando que foram obrigados à fazer tudo aquilo.

 Enquanto o grupo se dividia entre revistar o corpo de Fazfaísca, revistar os kobolds sobrevivente, e deram uma busca no observatório atrás de informações novas, Divah se aproximou de Aidron e conversou com ele, descobrindo como tudo ocorrera e que Astalagan era avô dele.

 Após revistar o corpo de Fazfaísca, acharam as páginas rasgadas do Tomo do Dragão e uma carta, que parecia ser do Culto do Dragão, assinada por alguém intitulado como Rezmir. Nesta carta, ela orientava Fazfaísca à ir até a Ilha da Tempestade, cativasse o dragão que lá habitava (Aidron), usasse o tomo que havia na ilha, realizasse o ritual até a penúltima etapa, quando transformaria um dragão filhote ou jovem em um dragão ancião, não realizando o processo de transformação em Dracolich.

Culto do Dragão apaentemente envolvido

 Decidiram então retornar ao Repouso do Dragão e informar Runara dos acontecimentos. Ela lamentou a morte de Astalagan, mas ficou grata pelo resgate de Aidron e encerrarem o ritual. Informou que aquele ritual que interromperam, era realizado com dragões filhotes ou jovens, para envelhecê-los para adultos ou anciões, pois o processo de transformação em Dracolich não era suportado por filhotes e jovens. Porém, pelo que ela saiba, nunca um filhote ou jovem conseguira sobreviver à transformação em Dracolich, mesmo depois de envelhecidos. Com a ressalva de não saber se interromper aquele ritual para depois realizar outro ritual daria certo. Convidou os aventureiros à descançar e recuperar as forças, e no dia seguinte iriam voltar às ruínas do observatório para realizar uma elegia em homenagem à Astalagan.

 No dia seguinte, com todos os habitantes do Repouso do Dragão reunidos nas ruínas, trazendo flores e velas acesas, Runara se adiantou e começou a recitar a Elegia para o Primeiro Mundo:

Respirem, dragões; cantem ao Primeiro Mundo,
forjado a partir do caos e pintado com beleza.
Cantem à Bahamut, o Platino,
moldando as formas das montanhas e dos rios;
Cantem também à Tiamat, a Cromática,
pintando toda a tela infinita.
Em parceria, na escuridão eles acordaram;
em parceria, nos atos de criação eles trabalharam.
 
Respirem, dragões; cantem então à Sardior,
jóia vermelho-rubi que eles fizeram à sua semelhança;
Sardior, primogênito da raça dos dragões,
trabalhou ao lado de Bahamut e Tiamat,
Moldando os dragões que eles criaram:
dragões metálicos e dragões cromáticos.
Respirem, dragões - tragam o dom da vida
soprado em você no alvorecer da criação.
 
Respirem, dragões; cantem sobre os forasteiros,
deuses guerreiros com seus adeptos mortais;
Agitados, eles vieram para o Primeiro Mundo,
em busca de um lar para suas legiões de seguidores.
Poderosos em magia e números,
divindades conquistadoras aproveitaram a vitória.
Caído estava o nobre Bahamut,
Sardior, escondido no coração da criação.
 
Respirem, dragões; cantem agora à Tiamat,
furiosa na batalha sem esperança de vitória.
Ela não fugiria nem se renderia,
lutando enquanto a morte alcançava suas garras frias em sua direção.
Os arautos da guerra apreenderam-na e amarraram-na,
arrebataram-na da morte, sepultaram-na em tormento -
Selada na escuridão para sempre,
cativa de deuses que reivindicaram a criação.
 
Respirem, dragões; cantem a conquista,
semeando o mundo com suas legiões de seguidores,
Cada um em sua própria habitação,
elfos em suas florestas, anões em suas montanhas,
orcs em suas cavernas e desfiladeiros, 
goblins em terras ermas, e pequeninos em campos verdes,
aberrações e monstruosidades, horrores de longe,
à espreita nas sombras e sonhos,
alimentando-se da loucura e do caos,
dividindo o mundo e a criação,
pervertendo e distorcendo-o de acordo com seus desejos.
 
Respirem, dragões; cantem à Bahamut,
que reuniu seus filhos, metálicos e brilhantes,
e trouxe à tona sua fúria,
sacudindo o mundo e fervendo os mares,
escurecendo o céu e atacando a terra,
dispersando os inimigos, derrotando seus senhores,
destruindo a prisão
segurando firme a Rainha Dragão.
 
Respirem, dragões; cantem sobre sua liberdade -
Tiamat libertada de sua prisão de tormento!
Contem como ela também reuniu seus filhos,
dragões cromáticos, um espectro de caos.
Cantem sobre sua fúria, sua vingança,
relâmpagos e veneno, gelo, fogo e corrosão,
Cinco cabeças, monstruosas e poderosas,
violentas em uma campanha de destruição.
 
Respirem, dragões; cantem ao Primeiro Mundo,
espalhados em infinitas realidades de mudas.
Cantem à Bahamut e à Tiamat,
observando sua divisão, lamentando seu trabalho.
Cantem também sobre Sardior, seu corpo uma prisão,
seus filhos lançando olhares atentos para o Distante.
Respirem, dragões: vocês são herdeiros,
governando os destroços da destruição do Primeiro Mundo.

 Após a elegia declamada, Runara informa as razões de fazê-lo em homenagem à Astalagan.

 No dia seguinte, os aventureiros pegaram o barco de volta à Baldur's Gate, onde fariam compras de suprimentos para então viajarem para Ninho Verde, encontrar com Dhalsin para lhe passar o que descobriram.

 Após a chegada em Baldur's Gate, encerramos à sessão para realizarem compras na cidade e vendas de equipamentos que não pretendem usar, além dos tesouros que encontraram na ilha.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Sessão 07: Dragões da Ilha da Tempestade

 Após o encontro com Runara, os aventureiros foram jantar e descansar do puxado dia de confrontos nas cavernas dos miconídeos e o confronto com os ursos-corujas. Nesta noite, os jovens aventureiros tiveram sonhos com um velho conhecido deles, que há muito tempo não encontram, Mestre dos Magos.

  • Hank sonhou com a frustração de não conseguir levar seus amigos de volta para casa, então, de trás de uma árvore, surge o Mestre dos Magos, que diz à ele que não esmoreça, que o caminho ainda é longo, mas que eles agora voltaram a trilhá-lo, e que para isso enfrentarão o desafio que ele não gostaria que fosse necessário. Porém, infelizmente, é.
  • Barbs sonha com um reencontro com a Uni, abraçando-a e chorando de saudades, então surge Mestre dos Magos, informando que Uni está muito bem cuidada e que ela vive dentro do coração da bárbara, e que nunca a abandonará.
  • Erik sonha com a tentativa de alcançar um hamburger, quando, durante a perseguição, ele passa ao lado do Mestre dos Magos, que questiona o Erik pela volúpia em alcançar o sanduiche, e diz que está satisfeito de como a coragem alcançou o cavaleiro e que o treinamento dele o tornou mais útil à ele e aos amigos. Algo que será necessário para que finalmente alcance o seu hamburger.
  • Sheila sonha com uma conversa com Katrina, em que conversam sobre como a mágica alcançou a vida dela, em que Katrina revela a Sheila que a magia permeia à todos, e que basta cada um perceber e aprender a moldá-la em sua forma. Sheila diz que não acha possível e que ela mesma não tem um chapéu do Presto para ajudá-la. Eis que surge Mestre dos Magos, corroborando a fala de Katrina, chamando a atenção de Sheila para o fato de Presto não está mais precisando do chapéu para conjurar magias, e que tudo é uma questão de sentir a magia em sua volta e em seu corpo, para aprender como conjurá-la.
  • Diana sonha com Cozar, ambos flertando e alimentando o seu antigo relacionamento, antes de Cozar virar luz e mudar para os astros. Diana diz a Cozar de suas saudades, e ele diz que sempre está com ela, dentro de seu coração e que sempre a acompanhará, nisto Cozar vira novamente luz só que desta vez entra no peito de Diana, aquecendo o coração da acrobata. Nisto Mestre dos Magos aparece e corrobora a informação de Cozar, e diz eles se conheceram há muito tempo, seus caminhos nunca deixaram de estar seguindo junto, e que Cozar seguirá ajudando-a em suas aventuras.
  • Presto sonha com Varla, a quem confidencia que segue sentindo sua falta, e que, sem ela a seu lado, não se acha capaz de controlar sua força mágica, assim como ela o faz. Mestre dos Magos surge e diz, que assim como Varla, ele é capaz de controlar sua força mágica, basta confiança e concentrar em como mitigar o caos mágico que sempre viveu dentro dele, e que só agora percebe vir dele e não do chapéu.
 No dia seguinte, todos acordaram e conversaram sobre seus sonhos com o Mestre dos Magos, com Divah sem entender muito bem a relação deles com esse conjurador que parece ser apenas um gnomo mago.

 Ao saírem da biblioteca onde passam à noite, observaram que a colocação das nuvens do céu mudou, passou de nuvens alaranjadas para nuvens róseas, que parecem permanecer em cima da Ilha da Tempestade. Procuraram por Runara durante o dia, porém sem sucesso. À noite, Runara apareceu na biblioteca e pediu para conversar com os aventureiros.

 Ao sentarem à mesa, ela colocou o livro Tomo do Dragão na mesa, e questionou os aventureiros sobre as intenções deles com aquele livro. Os aventureiros disseram que o interesse nele se baseava na curiosidade sobre os rituais que lá indicava e sobre as formas de detê-los. Runara explicou que aquele livro era quase que profano e que ela mesma censurara ele, porém os aventureiros explicaram como conseguiram retirar a censura. Desconfiada, ela questionou sobre as páginas faltantes do livro, os aventureiros responderam que já estava assim antes deles abrirem-no.

 Então, Barbs questionou Runara sobre o Fazfaísca, um draconato azul que fora relatado pelos Miconídeos. Runara disse que ele veio ao Repouso do Dragão antes dos aventureiros e saíra de lá uns dois dias antes deles chegarem. Diana questionou sobre as nuvens sob os céus da ilha, e se aquilo era comum, Runara respondeu que não e que ainda investigava o fenômeno. Sheila indagou, junto à Divah, se aquele fenômeno teria algo com o sumiço das páginas do Tomo do Dragão, Runara respondeu que poderia ter relação, mas ainda não confirmava. Depois disso, Runara se despediu e se retirou, levando o livro consigo.

 No dia seguinte, os aventureiros observaram os céus com nuvens azuis escuro, com muitos relâmpagos sem som de trovão, aparentando o início de uma tempestade, porém sem vento. Mais uma vez procuraram por Runara logo cedo, porém outra vez sem sucesso. Ao irem à cozinha do Repouso do Dragão, finalmente conheceram a comida feita por Tarak, e a reputação de bom cozinheiro se confirmou. Fazia a comida dos dias anteriores parecerem lavagem perto do que cozinhara. Questionaram Tarak sobre Runara, e ele se limitou a dizer que ela volta e meia dava uns sumiços, mas que logo apareceria no templo.

 Naquela dia, eles resolveram explorar a ilha, e seguiram até a costa oposta, para qual ainda não haviam ido, porém não encontraram nada demais, então resolveram retornar ao Repouso do Dragão, chegando ao final da tarde. Foi quando Varnoth os avisou que Runara os esperava no templo.

 Runara os aguardava em frente à estátua de Bahamut, e pediu para que eles a acompanhassem. Foi então que ela revelou uma passagem secreta que levava à uma escadaria que descia na escuridão, ela pegou uma tocha e desceu à frente. Contou à eles a história da ilha, e revelou à eles sobre o Fazfaísca, e o que ele fizera enquanto lá esteve, e que sumira quando soube da chegada de um Dragão Azul filhote na ilha, levando com ele alguns Kobolds, e que Runara desconfiava que as páginas roubadas do livro foram retiradas por ele e poderiam ser a razão da alteração nas nuvens no céu.

 Quando finalmente chegaram ao que parecia ser um salão amplo, porém muito escuro, onde praticamente se via Runara e os aventureiros, ela confidenciou que precisava mostrar algo à eles, então acendeu várias tochas, com um truque que transferiu o fogo da tocha para uma infinidade de tochas em volta do salão, revelando um colossal Dragão de Bronze ancião, com as asas arrancadas, e várias escamas faltando, aparentando uma idade extremamente avançada, até para um dragão ancião, que educadamente os cumprimentou.

Astalagan se revela

 Após o susto, o dragão de bronze ancião se apresenta, revelando ser Astalagan, o dragão que derrotara o último dragão azul que tentou usurpar a energia dracônica que pulsa na Ilha da Tempestade, e que seus velhos ferimentos são marcas desta batalha, conforme ele resumiu: Ele arrancou minhas asas e eu arranquei-lhe a vida. 

 Runara e Astalagan revelaram que um dragão de bronze filhote, chamado Aidron, também estava com eles na ilha, só que ele desaparecera um dia após Fazfaísca deixá-los, em busca do dragão azul filhote. Suspeitavam Fazfaísca havia convencido Aidron a confrontar o dragão azul filhote, algo que tanto Runara e Astalagan reprovavam, pois ambos querem acabar com essa guerra entre dragões metálicos e cromáticos. E acreditam que tudo foi uma armadilha de Fazfaísca para aprisionar Aidron e utilizá-lo como sacrifício, que é uma das etapas do ritual que Fazfaísca, segundo acreditam, está realizando. Todos os rituais do Tomo do Dragão tem como objetivo final a criação de um Dracolich.

 Runara informou aos aventureiros que se for realmente o ritual das páginas faltantes, no próximo dia as nuvens ficariam roxas, e que esse seria o sinal de que o ritual caminharia para o seu fim, quando há o sacrificio. Solicitou que os aventureiros descansassem e saíssem nos primeiros raios de sol do dia seguinte. Eles acreditam que o ritual está ocorrendo nas ruinas do antigo observatório e para acessá-lo seria necessário duas chaves para ativarem uma ponte mágica até as ruínas, então Runara devolvera as duas pedras obsidianas, só que agora trabalhadas como chaves a serem colocadas no dispositivo que acionaria à ponte. Barbs questionou se ela e Astalagan não poderiam ajudar, porém Runara informou que não era uma guerreira e que Astalagan não conseguia voar e já bem enfermo. 

 No dia seguinte, as nuvens estavam roxas, conforme esperado por Runara. O ritual caminha para seu fim. Com o tempo curto, logo sairam, porém Tarak entregou à eles antes a poção de cura e o elixir da saúde, que ficaram prontos. Runara entregou à eles uma poção de resistência a raios. Horas depois chegaram às ruínas do observatório, dava para ver o ritual em curso e o dispositivo que acionaria a ponte mágica.

 No local do ritual, observaram um grande orbe roxo, como se fossem nuvens roxas rodopiando dentro de uma esfera invisível. Ao lado estava o que acreditaram ser Fazfaísca, um draconato azul, com vestes cerimoniais, entoando e gesticulando citações em dracônico, que pareciam ser o próprio ritual. Com ele estava um dragão azul filhote, parado, com ar de confiança, um grande grupo de kobolds, que pareciam fazer a segurança do ritual, alguns kobolds alados circundavam a região, e dois kobolds pareciam guardar um dragão de bronze filhote, que estava acorrentado e amordaçado, aparentando bem incomodado. 

 Ao se aproximarem do dispositivo que ligaria a ponte mágica, surgem alguns kobolds e um alado, ameaçando os aventureiros, ordenando-os para se afastarem. Entendendo a urgência de interromper o ritual, os aventureiros não argumentaram, apenas atacaram os kobolds, que os atrasou um pouco, mas foram rapidamente sobrepujados. Após acionarem a ponte, partiram em direção ao observatório, porém mais kobolds se amontoaram nos aventureiros, impedindo, mesmo que temporariamente, a passagem até o ritual. Neste meio tempo observaram que a cada raio que atingia o orbe, parecia vir de um ponto da ilha para o céu e depois para o orbe. E após isso atingia o dragão azul filhote, que aumentava de tamanho, como se envelhecesse, assustando bastante Aidron.

 Isso deu mais urgência aos aventureiros, ainda mais que agora Hank entendia o que Fazfaísca dizia. A cada raio, ele citava algum dragão morto na Ilha da Tempestade e direcionava essa energia do orbe à Lenniton, o dragão azul filhote. 

Lenniton, o Dragão Azul Filhote é encontrado.

 Com o atraso que os kobolds geraram, Lenniton chegou ao tamanho de um dragão jovem, e além de crescido, parecia ter envelhecido, adquirindo características de um dragão jovem. Porém seguia parado como uma estátua ao lado de Fazfaísca, que ignorava os aventureiros, se concentrando no ritual. Nem mesmo quando Presto lançou-lhe a magia Mísseis Mágicos, tirou a concentração de Fazfaísca, que sem perder tempo, levantou a Égide para lhe proteger, sem nem olhar para o feiticeiro.

 Barbs, em um ato de fúria e desespero, decidiu ignorar os kobolds e avançar em direção a Aidron, que seguia preso e guardado por outros kobolds. Com isso virou alvo de todos os kobolds que cruzou o caminho, porém sem sofrer maiores danos, os kobolds pareciam fracos perante tamanha fúria. Ao se aproximar de Aidron, escurraçou um dos kobolds que guardavam Aidron.

 Diana também aproveitou para se movimentar por entre os kobolds e se aproximar de Aidron, assim como Sheila. Apesar de agirem como um bando unido, os kobolds não eram tão lesivos nos ataques, apenas atrasavam o avanço. Erik trombava mais com os kobolds, tentando tirá-los do caminho de todos, enquanto Hank, Presto e Divah atacavam de trás, sem verem tanta necessidade de se aproximarem.

 Nisso, Fazfaísca prosseguiu o ritual, invocando a força brutal de Sharrut (a dragoa vermelha anciã, cuja morte gerou a Ilha da Tempestade) e direcionando do orbe para Lenniton, que desta vez crescera ao tamanho e maturidade de um dragão adulto, ficando enorme perante todos. Aidron, mesmo acorrentado e amordaçado, entrou em desespero.

Lenniton demonstra a fúria de sua baforada
 Pela primeira vez, Lenniton se moveu um pouco, se posicionando, e gerando pequenos raios correndo por suas escamas, enchendo o peito e soltando uma baforada terrível de raios, que atingiram Presto e Hank, mesmo ambos bem distantes. Hank ainda conseguiu desviar da força brutal da baforada do dragão azul agora adulto, mas ainda sofrendo muito com o ataque que quase o tombou. Presto não teve a mesma sorte, e caiu quase que fritado por tamanho raio elétrico, com os braços enriste e soltando fumaça da da pele. Parecia ter perdido a vida, porém ainda tinha espasmos, que podiam ser da quantidade imensa de eletricidade que passou pelo seu corpo, mas também podia ser de um resquício vital que possuía.

 Hank, bastante ferido, viu que era hora de encerrar tal ritual, e mirou suas flechas em Fazfaísca, atingindo-o em cheio, ferindo-o bastante, que, pela primeira vez, olhou para o aventureiro que lhe alvejara, com ódio no olhar, porém sem perder sua concentração no ritual. 

 Tal ato violento da vil criatura, abalou a quase todos. Barbs rapidamente lembrou da poção que Runara dera à eles, e a tomou para ver se consegue confrontar o temível dragão. Divah, vendo o amigo no chão, acreditando que Bahamut possa tê-lo polpado, logo se aproxima e com suas habilidades de cura consegue trazer o amigo de volta à vida, ainda bem ferido, mas vivo. Com os aventureiros trocando olhares e sem saber realmente como enfrentar tamanha criatura, algo surge do mar abaixo do observatório.

Astalagan decide que não pode ficar de fora

 Astalagan sai do mar, escala o observatório e invade a área do ritual, passando por cima de Hank, confrontando Lenniton e soltando sua baforada repulsiva, empurrando-o para fora do observatório. Antes de seguir atrás do dragão azul adulto, Astalagan grita aos aventureiros: Salvem Aidron!!!

 Neste momento precisamos interromper a sessão, deixando o desfecho do ritual, da batalha e desta parte da aventura para a próxima.

Começa o confronto entre Astalagan e Lenniton

Sessões 14 e 15: Tocaia no Moinho e a Invasão do Forte

 Já dentro do templo, os moradores ali refugiados do ataque gritaram em pânico, pois acharam que os invasores eram os saqueadores e não os a...