sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Sessões 14 e 15: Tocaia no Moinho e a Invasão do Forte

 Já dentro do templo, os moradores ali refugiados do ataque gritaram em pânico, pois acharam que os invasores eram os saqueadores e não os aventureiros, que observaram que os saqueadores tentavam invadir o templo com aríete pela entrada principal. Barb's tentando encontrar algo para servir de barricada na entrada, tentou com seu machado destruir um dos bancos de madeira do templo, fato que assustou mais ainda os moradores, que gritavam mais alto.

 Divah reconheceu sua mãe e o reverendo entre os refugiados no templo, ao se aproximar deles também reconheceu Dhalsim, que estava desacordado e extremamente ferido, os moradores reconheceram Divah e se acalmaram. Ao tentar ajudar Dhalsim, percebeu que era tarde demais, que ele já havia falecido, e se juntou ao reverendo em uma prece à Bahamut e Chauntea, encaminhando a alma do valente monge.

 O reverendo informou que Dhalsim auxiliou os moradores a se refugiarem no templo e expulsou os primeiros saqueadores que tentaram invadir o templo, antes deles fechá-lo, porém caiu após o combate, após entrar no templo. Ele tentara de tudo para recuperá-lo, mas logo percebeu que estava fora de seu alcance.

 Chegando perto de sua mãe, Divah perguntou se estava tudo bem com ela, após a resposta afirmativa, perguntou sobre seu pai, e descobriu que eles se separaram no meio da confusão e sua mãe torcia para que ele estivesse no forte. Divah informou que ele não estava lá, o que deixou sua mãe preocupada.

 Hank se aproximou das janelas da frente do templo e observou que havia um grupo enorme de saqueadores do lado de fora, e que logo conseguiriam invadir o templo. Erik propôs saírem com todos por trás enquanto ainda havia tempo, e começaram a evacuar o templo e conduzi-los pelo caminho que levava ao túnel secreto do forte, conseguindo escapar sem atrair atenção dos invasores.

 Já no forte, após conduzirem os moradores em segurança, decidiram fazer um descanso curto. Após essa uma hora de descanso, foram chamados pelo Governador Colina Noturna, que solicitou o auxílio deles, pois tinham recebido informações que os saqueadores estavam se dirigindo com tochas incendiárias para o moinho de grãos da cidade, e caso destruíssem o moinho, Ninho Verde ficaria sem alimento para o próximo ano.

 O grupo se entreolhou, discutiram a situação, com o forte precisando de auxílio na sua proteção e o moinho necessitando ser defendido, decidiram se dividir. Deixaram Presto e Sheila para auxiliar no forte e os demais iriam defender o moinho. Utilizando o túnel por debaixo do forte, Hank, Barbs, Erik, Diana e Divah seguiram o riacho até o moinho de água de Ninho Verde.

 Chegando ao moinho, perceberam que havia fogo em alguns pontos em volta do moinho, porém sem fogo ateado à ele próprio. Suspeitando da situação, Hank decidiu se aproximar pela lateral e espiar pela janela, enquanto os demais ficaram mais afastados, mas de uma posição que conseguissem vê-lo.

 Furtivamente, Hank observou pela janela e percebeu que o grupo de saqueadores preparavam uma tocaia para o grupo, contou quantos ele conseguia observar e informou o grupo com gestos que os demais tiveram certa dificuldade de entender, e sem saber bem o que fazer, decidiram então invadir o moinho, enquanto Hank ainda estava próximo à janela.

 Ao se aproximarem da porta de entrada, Barbs correu para tentar derrubá-la, porém, devido ao barulho feito por eles do lado de fora, um dos saqueadores abriu a porta para verificar se alguém se aproximava, causando uma entrada abrupta de Barbs no moinho. Diana logo correu para auxiliá-lo, paralelamente à isso outra porta lateral do moinho se abriu e revelou outro aposento que eles não tinham investigado se estava ocupado, e com saqueadores dentro. Erik correu para este aposento para enfrentá-los, seguido por Divah.

 De forma atabalhoada, o combate transcorreu de forma caótica, com Hank tentando acertar os saqueadores da janela, gerando um cômico combate entre ele e um saqueador na janela, enquanto Diana e Barbs combatiam selvagemente dentro do moinho. No outro aposento, Erik e Divah tiveram alguma dificuldade, mas lidaram com os saqueadores que lá estavam, para em seguida se juntarem à Diana e Barbs.

 No andar de cima do moinho, desceram alguns reforços para os saqueadores, que por um momento flaquearam Diana e à derrubaram, mas num momento de acrobacia heroica de Hank, ele se desvencilhou de seu adversário, largou seu arco, pulou a janela e socorreu Diana. No fim, recuperaram a posse do moinho, acabaram e expulsaram os saqueadores. Bem desgastados, decidiram fazer um descanso curto.

 Após uma hora de repouso, ouviram o aproximar de algum grupo, se prepararam para defender o moinho, mas logo perceberam que era um grupo de moradores de Ninho Verde, liderados por Presto e Sheila, que informaram que aquele grupo ficaria cuidando do moinho e que o governador Colina Noturna solicitara o retorno deles ao forte, e, se fosse possível, capturar um dos saqueadores para extrair informações sobre o ataque.

 Com o grupo reunido, retornavam para o forte e, ao se aproximarem da entrada do túnel, depararam-se com um grupo de Kobolds guardando a entrada. Para completar, ouviam barulho de combate vindo da direção do forte. Enfrentaram e derrotaram os kobolds, sem muita dificuldade, conseguindo capturar um deles para interrogarem.

 O interrogatório do Kobold se deu dentro do túnel, que entre latidos e rosnados entregou tudo que sabia: que eles estavam trabalhando para o Culto do Dragão e que estavam reunindo um grande tesouro para a Rainha Dragão.

Após essas revelações, encerramos a sessão 15.

quinta-feira, 10 de abril de 2025

Sessão 13: Santuário em Chamas

 Após saírem do velho túnel, os aventureiros escutam conversas vindo das proximidades do riacho e escondem-se para evitar encontrarem a saída do velho túnel. Sheila, furtivamente, com sua capa e botas mágicas, se aproxima das vozes, por meio às árvores, e observa um grupo de kobolds e cultistas conversando sobre as buscas por moradores escondidos nas margens do riacho, com tons de reclamação e vontade de voltarem a saquear a cidade. Sheila chega a fazer um pouco de barulho, que atraiu breves olhares dos cultistas, que rapidamente desistem de verificar, acreditando ser uma pequeno animal. Sheila segue-os por tempo suficiente para ver que se desviam para dentro do centro da cidade de Ninho Verde. Ela então retorna e avisa seus companheiros que o caminho está livre, pois os saqueadores saíram das margens do riacho. 

 Seguindo pelo riacho, eles observam que na outra margem as construções e casas parecem já terem sido saqueadas, e, ao se aproximarem da parte de trás do Santuário de Chauntea e Bahamut, observam uma coluna de fumaça preta subindo aos céus. Ao chegarem no santuário, encontram um grupo de cultistas e kobolds alimentando uma fogueira recém acesa no portal traseiro da construção, como para enfraquecer a estrutura. Além deles, percebem que há outro grupo de cultistas e kobolds, mas esse acompanhados dos dragonetes, rodeando o grande santuário, que está cheio de moradores da cidade refugiados dentro dele. Quando este último grupo se dirige para a parte da frente do santuário, o grupo avança sobre os cultistas e kobolds que estão ocupados tentando queimar o portal de trás.

 Surpreendidos pelos aventureiros, a batalha se inicia, com Hank mirando suas flechas mágicas no cultista que parece liderar o incêndio. Com isso os Kobolds tentam atacar em grupo Erik, Barbs e Diana, e os demais cultistas tentam se aproximar dos demais.

 O líder dos cultistas, com fúria nos olhos pelos ataques de Hank, faz gestos mágicos e pronuncia palavras mágicas, apontando ao final em direção à Hank, que sente seus músculos travarem e seu corpo travar em paralisia. Presto e Sheila percebendo que o cultista líder paralisou seu amigo, atacam à distância com magias, porém o ataque de Sheila é defletido por uma defesa mágica que o cultista rapidamente conjurou. Contudo, o ataque de Presto, com seus Mísseis Mágicos, acertaram-no em cheio, ceifando a vida do líder cultista que já tentava se esconder.

 Enquanto isso, Barbs, cercada de kobolds lhe atacando, larga seu machado grande, e pega o seu tacape mágico, batendo-o no chão e gerando uma Onda Trovejante, acabando com os muitos pequenos inimigos que lhe acertavam. Os demais vendo vários morrendo, com o líder cultista caindo derrotado, partem para a fuga, porém Divah e Diana tentam impedir que possam chamar reforços, ceifando ainda mais os incendiários. Ainda sim pouco conseguiram fugir, entre eles um cultista que gritava pedindo reforço.

 Após o combate, os aventureiros apagaram rapidamente a fogueira e abriram o portão traseiro do santuário, que estava bem enfraquecido pelo fogo e entraram na construção.

Neste momento encerramos à sessão.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Sessão 12: Na Teia da Aranha

 Enquanto Serjão e Escobert agradeciam o auxílio dos aventureiros, uma figura conhecida de Divah se aproximava, verificando se todos os moradores de Ninho Verde que conseguiram chegar ao forte estavam bem. Era um antigo professor dela, o senhor Tarbaw Colina Noturna, que ela descobriu ser o novo governador de Ninho Verde.

 Tarbaw agradeceu a ajuda de Divah e seus amigos, e ao ser questionado se os pais de Divah haviam conseguido chegar ao forte, informou que não os vira e que vários moradores haviam se refugiado em outros pontos da cidade. Colina Noturna informou aos aventureiros que não acredita que o forte será alvo de ataques dos saqueadores, e que os aventureiros poderiam descansar um pouco e tratar de seus ferimentos, e que, se fosse necessário, gostaria de contar com o auxílio deles naquela noite, pois ela deverá ser longa. Como Diana e Barbs estavam bem feridas, Divah utilizou seus talentos curativos e tratou das colegas.

 Após uma hora de descanso e recuperação, Divah observou que os guardas nos muros do forte estavam agitados, Escobert e Colina Noturna foram chamados e apontaram para a região oeste da cidade, Serjão se aproximou deles, recebeu um comando e desceu em seguida, dirigindo-se até Divah. Informou que ela estava sendo chamada pelo Colina Noturna, e que poderia levar um de seus amigos com ela, pois queria lhe mostrar algo.

 Chegando no alto do forte, Colina Norturna mostra um avanço dos saqueadores, com um ariete, para o santuário de Chauntea e Bahamut. Ele informa que muitos moradores da cidade se refugiaram no santuário, e se os saqueadores entrarem no local, nem mesmo quer pensar no que pode ocorrer com o povo que lá se refugia. Então pede ajuda a Divah e seus companheiros, que aceita de imediato.

 Escobert informa sobre um velho túnel, há muito não utilizado, que liga o forte ao riacho que corre na parte sul da cidade, e que poderia ser usado para cortarem caminho até o santuário seguindo o riacho, sem chamar atenção dos saqueadores. Então enviam Serjão junto ao grupo, para que ele possa mostrar o caminho pelo túnel e abrir o portão de grade que fecha o acesso externo desse túnel.

 Serjão leva os aventureiros até a adega do forte, lá mostra a passagem secreta por trás de uns barris de vinho falsos, levando à um velho túnel, cheio de teias e cheiro de mofo e umidade. Serjão acende uma tocha, pois o túnel é escuro, e Erik e Divah tem seu escudo e maça, respectivamente, envoltos na magia Luz, e também ajudam a iluminar o caminho à todos. 

 O velho túnel parece seguro, com o caminho em uma descida suave, mas parece um pouco longa. Em um dado momento, de forma inesperada por todos, surge uma aranha-lobo gigante (do tamanho de um humano médio) por trás deles, atacando uma das fontes de luz, a de Divah.

 O ataque surpresa dessa aranha-lobo, é bem forte e causa uma grande dor em Divah, chamando a atenção de todos. Barbs e Diana avançam em direção a criatura, enquanto isso, sem Erik perceber, uma ninhada de aranhas saem das paredes e tentam atacá-lo, subindo o seu corpo, porém sem sucesso. Sheila usa um Leque Cromático nessa ninhada de aranhas, deixando-as desbaratadas.

 Barbs causa um estrago na aranha-lobo gigante, que responde com outro ataque forte, causando bastante dor em Barbs, porém Diana termina o serviço, despachando a ameaça. Enquanto isso Erik e Hank aproveitam a ação de Sheila em cima da ninhada, e acabam com todas as aranhas que compunham a ameaça. Porém Erik observa que outra aranha-lobo gigante se aproxima adiante. Presto usa seu Raio de Gelo, usando a Maré do Caos para lhe garantir um melhor condição de ataque, e causa um leve congelamento nela, atrasando-a. Com isso, Erik avança e dá um belo ataque na nova ameaça, seguido de Diana, que se movimenta rapidamente, utilizando a parede para impulso e finalizar a aranha-lobo com seus golpes certeiros.

 Mais à frente no velho túnel, eles se deparam à uma teia de aranha que tomava quase todo o espaço entre chão e teto. Andando nessa teia, uma Aranha Gigante (com uns 3 metros) se aproximou deles. Temendo um ataque ainda mais forte, Erik, Barbs e Diana, partiram com tudo para cima dela, encerrando com a possível ameaça, antes que ela pudesse fazer algo.

 Após isso, se aproximaram do portão de grade que fecha a passagem para fora do forte, às margens do riacho. Serjão se adiantou para abrir o portão, porém surge de um buraco do teto outra Aranha Gigante, surpreendendo à todos, e ataca o Serjão, ferindo-o mortalmente. Mais uma vez, Barbs, Erik e Diana saem em socorro ao Serjão, que parecia no limiar da vida, e rapidamente partem a aranha ao meio. Divah socorre rapidamente o Serjão, resgatando-o do além vida. Serjão agradece, levanta com dificuldade, abre o portão, entrega as chaves do portão à Divah e retorna para o forte, desejando sorte aos aventureiros.

 Neste momento, encerramos à sessão.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Sessão 11: Escolta para o Forte!

 Após verem o dragão azul sobrevoando a cidade e um bando de desordeiros pilhando as casas, matando inocentes e queimando as construções, Serjão se volta à Divah, mais uma vez, e pede auxílio para conduzir as pessoas para o forte de Ninho Verde. Ele segue à frente conduzindo as pessoas, enquanto o grupo vem atrás de todos, protegendo a retaguarda.

 Correndo o mais rápido possível, visto a quantidade de pessoas que conduziam ao forte, pelas vielas de Ninho Verde, os aventureiros escutam gritos de crianças saindo de um beco, ao se aproximarem veem um homem ferido, apoiando o corpo com uma bengala e segurando as mãos de três crianças, que choram olhando para trás, porém o homem parece ser o pai delas. Logo atrás aparece uma mulher, que aparenta ser a mãe, segurando um garfo de feno para se protegerem de uma horda de kobolds que riem e atacam à família.

 Diante de tal cena, os aventureiros quebram à retaguarda da escolta e saem em defesa da família atacada, colocando-se entre eles e os kobolds. Erik, Barbs e Diana formam um cordão de isolamento de proteção à família e atacam os kobolds, que não haviam percebido a aproximação deles. Hank, de trás de todos, começa à atirar suas saraivadas de flechas, e Sheila se une à ele com suas setas. Presto e Divah iniciam os ataques mágicos, com raios de gelos e pedras radiantes.

 Rapidamente os kobolds são derrotados, com uns mortos e outros que correm por suas vidas. o retornarem para a retaguarda da escolta observam que há muitos ataques e saques às propriedades, e que a quantidade de pessoas aumentou na fuga para o forte, somando quase cinquenta pessoas resgatadas. Observam que os saqueadores estão mais preocupados, inicialmente, em pilhar as propriedades, e que há muitos deles, entre kobolds e humanoides.

 Após um longo caminho para se fazer com tantas pessoas, eles se aproxima do forte, onde observam dois guardas e o capitão da guarda de Ninho Verde, Escobert, o Vermelho. Porém os perigos deste ataque estão longe de acabar, ao se aproximarem do forte, observaram que dois grupos dos saqueadores subiam o morro que leva ao forte pelas laterais da estrada, e iriam flanquear o povo que fugia para o forte. Escobert avisa Serjão, que vira para Divah e diz que eles devem proteger os flancos e manter as posições para proteger a estrada e os cidadãos de Ninho Verde que a usam para entrarem no forte.

 Os aventureiros dividem-se nas laterais da estrada de acesso ao forte, Divah, Sheila e Erik de um dos lados, junto à Serjão e um dos guardas, e Barbs, Diana, Presto e Hank do outro, junto à outro guarda do forte. Escobert fica no centro da estrada, conduzindo os cidadãos de Ninho Verde para dentro do forte.

 Pouco depois de se colocarem nas laterais da estrada, um grupo de kobolds com dois lagartões que lembram cachorros dracônicos (chamados de dragonetes de emboscada), presos em correntes, arrastando os pequenos kobolds que o seguravam sem muito sucesso, chegaram até o grupo liderado por Divah, enquanto um grupo de cultistas se aproximaram do grupo liderado por Hank.

Dragonetes se aproximando.

 Logo no início do combate em duas frentes, um dos cultistas se aproxima e ordena (conjurando a magia Comando) ao guarda, que estava junto ao grupo de Hank, que fuja, e o guarda abandona a formação e tenta fugir para dentro do forte. Escobert segura o guarda, ordenando que ele volte à formação, sem sucesso. Barbs e Diana se envolvem em um combate corpo-a-corpo com os cultistas, enquanto os demais resistem aos kobolds com dragonetes. Hank e Sheila seguem atacando à distância.

 Em um dado momento, um kobold alado sobrevoa o combate e aterriza no meio da estrada, tentando capturar um dos cidadãos que lá passavam, isso faz com que Escobert largasse o guarda que fugia e parte para cima da ameaça na estrada, retaliando o invasor. Presto e Divah, cada um em sua frente, utilizavam de truques e magias para frear os avanços dos saqueadores. 

 Os dragonetes deram bastante trabalho ao grupo de Divah, mas, junto a Erik e Sheila, ela deu conta do recado. Os kobolds pouco ameaçavam os aventureiros, mostrando-se mais perigosos ao guarda e ao Serjão. Já os cultistas atacavam quase cegamente Barbs, que largou todo e qualquer cuidado com proteção na luta para ser mais efetiva nos seus ataque, chamando muita atenção do grupo, e com isso retirando um pouco da atenção de Diana. Barbs parecia não se importar muito com os ferimentos que sofria, porém, como foram muitos, foram o suficiente para preocupar todos com suas reais condições.

 Após muita luta, o povo que fugia para o forte estava seguro dentro das muralhas. Escobert passa neste momento ajudar os aventureiros a se livrarem dos saqueadores remanscentes, liberando as já combalidas Barbs e Diana, enquanto o guarda do grupo da Divah teve sua vida ceifada pelos Kobolds, única baixa dentre os defensores do forte. Os aventureiros, ciente que não seria possível vencer um combate que tendia a continuar com mais e mais grupos de saqueadores chegando, se refugiaram dentro das paredes do forte.

 Escobert e Serjão agradeceram à Divah e seus amigos pela ajuda que prestaram, pois sem eles, os guardas de Ninho Verde não conseguiriam fazer tal proteção, pois nenhum (exceto Escobert) tinham experiência em combates abertos e tão massivos.

 Neste momento encerramos à sessão.

terça-feira, 17 de setembro de 2024

Sessão 10: Ninho Verde em Chamas

 Na manhã seguinte, em Beregost, ao se prepararem para sair da estalagem Feixe Vermelho, foram abordados pela guarda de Beregost, junto ao responsável pela guarda local, que se identificou como Frank. Agradeceu pela captura do malfeitor Luc, questionou para onde iriam, pois chegavam pessoas vindas da nação de Amn relatando saques e destruições de pequenas vilas. Porém ao saber que iriam à Ninho Verde, apenas informou como poderiam chegar lá com mais segurança, seguindo a estrada em direção à Amn, e pegando a trilha que levaria aos Campos Verdejantes, onde chegariam à Ninho Verde em 3 à 4 dias. Após agradecerem, seguiram viagem conforme o indicado.

 Antes de sairem, Hank se comunicou com os pangarés, solicitando que nesta viagem, se os pangarés percebessem algum risco indicassem de alguma forma. Seguindo viajem pela estrada em direção à Amn, repararam que haviam fumaças espaçadas por trás das montranhas que delimitam a nação de Amn. Chegando à trilha que levá-los-ia aos Campos Verdejantes, os pangarés recusaram seguir pela trilha, indicando que deveriam seguir pela estrada. Diante disso, Hank desceu e ficou tentando se comunicar novamente com os pangarés para entender a recusa.

 Durante a espera por Hank, se aproximaram deles um grupo de viajantes (em sua maioria de velhos, mas com algumas crianças), puxando carroças com panelas e alguns poucos pertences. Ao serem indagados sobre para onde iam e da onde vinham, informaram estarem fugindo de Amn, pois muitas pequenas vilas estavam sofrendo saques de grandes grupos de bandidos, juntos à Kobolds, que destruíam, matavam, roubavam e escravizavam os mais jovens, sempre em pequenas vilas.

 Tinham decidido fugir de Amn, buscando proteção em Baldur's Gate ou no Forte da Vela, porém nada tinham em valores. Erik logo quis ir para a nação de Amn investigar o que estava ocorrendo, porém os demais estavam receosos de encararem algo muito grandioso para eles. Barbs ficou com pena dos viajantes e propôs aos amigos que ajudassem com algumas peças de ouro, o que foi acolhido por todos. Ratearam entre si 14 moedas de ouro e deram ao grupo de viajantes, que agradeceu muito a ajuda, com lágrimas nos olhos, e desejaram que Lathander ilumine seus caminhos.

 Após a partida do grupo, Hank terminara de conversar com os pangarés, e descobriu que eles estavam receosos de entrar na trilha unicamente por não ser uma estrada, mas que aceitavam seguir viagem pelo caminho que quisessem. Pouco depois, Diana, Divah, Sheila e Barbs repararam que os pangarés andavam um pouco mais lento na trilha, uma vez que não tinham ferraduras e pisavam com seus cascos com mais cuidado, evitando pedras ou espinhos.

 No segundo dia de viagem, no meio do dia, cruzaram pelo caminho com velho senhor, trajando um chapéu vermelho e com cabelos e barbas longos e grisalhos, vindo de fora da trilha que seguiam.

 Após cumprimentá-lo, perguntaram onde ia e qual era seu nome. O senhor respondeu ser Elminster e que viajava para o Forte de Vela. Presto lembrou que já ouvira esse nome em estudos sobre magia, que era de um velho mago muito poderoso, séculos atrás. Divah também reconhecia o nome, era o nome do escolhido de Mystra, deusa da magia, como protetor de Faêrun. 

 Ao indagarem se ele era o escolhido de Mystra, Elminster confirmou. Perguntaram se ele se juntaria à eles na viagem, porém Elminster informou que estava em uma viagem importante, mas que poderiam encontrá-lo mais facilmente no Forte de Vela ou no Vau da Adaga. Perguntaram à ele se tinha conhecimento do Culto do Dragão e onde poderiam encontrá-los. Elminster perguntou o por quê procuravam o Culto do Dragão, se queriam se juntar à eles, algo que logo foi rechaçado pelo grupo. Elminster contou que o Culto do Dragão estava espalhado por Faêrun, mas que suas atividades vinham mudando recentemente, e contou aos aventureiros que o Culto foi formado por um antigo companheiro dele que sentira-se traído por Mystra, seu nome era Samaster, e que ele havia escrito o livro Tomo do Dragão.

 Presto e seus amigos se entreolharam, pois tinham segurado um cópia do Tomo do Dragão na Ilha da Tempestade, porém Runara decidira destruí-lo. Perguntaram se Elminster conhecia um tal de Dhalsim, pois estavam a serviço dele na busca por informações do Culto do Dragão. Elminster disse que o nome não lhe era estranho, pois acreditava que poderia ter ouvido falar dele no grupo de monges de Leosin (que tinham o costume de utilizarem o sufixo IN ou IM no final de seus nomes, como Leosin, Zezin, Nesin, Dhalsim, etc). Após agradecerem, Elminster desejou sorte aos aventureiros em sua missão, e pediu que cumprimentassem Leosin, caso encontrassem com ele, e seguiu viagem cruzando a trilha.

 No terceiro dia, antes do meio-dia, encontraram uma carroça tombada, com dois corpos carbonizados próximos. Após um período de investigação, concluíram que tinha ocorrido um ataque de flechas, seguido do saque da carroça e que as vítimas ainda vivas foram cremadas com a utilização de um líquido inflamável, umas 36 horas antes. Não encontraram rastros de quem possa ter atacado os carroceiros, mas concluíram que não estavam mais por lá, ou então eles não eram atraentes para outro ataque. Divah rezou à Bahamut, para que os recebesse no pós vida.

 Mais próximo ao crepúsculo, os aventureiros cruzaram com um velho gnomo, que os fez lembrar do Mestre dos Magos, que puxava uma pequena carroça. O velho gnomo acenou para eles e se aproximou, apresentou-se (chamava-se Middle), perguntou se tinham água e comida, pois tinha fome e sede. Após compartilharem com ele os pedidos, ele informou estar viajando para Baldur's Gate e que era inventor. Barbs interessada lhe perguntou o que ele inventara, o gnomo satisfeito com o interesse mostrou tudo que tinha inventado, Barbs o ajudou a dar os nomes para os inventos, pois eram bem similares com alguns objetos de seu mundo, como: boné, relógio de sol portátil, e outras quinquilharias. Depois perguntou se poderia passar a noite com eles, pois tinha receio de ficar desprotegido nos ermos, e eles pareciam boas almas, e de fato aceitaram sua companhia na pernoite, muito feliz, Middle deu à Hank um boné, dizendo que lançaria moda em Baldur's Gate com aquilo.

 No quarto dia, após se despedirem de Middle e seguirem viagem, entraram nos Campos Verdejantes e se aproximaram de Ninho Verde. Divah tinha saído de Ninho Verde há muito tempo, mas a vila parecia a mesma de longe.

A pacata vila de Ninho Verde

 Ao entrarem em Ninho Verde, vários moradores reconheceram Divah e se aproximavam para conversar com ela, sempre perguntando como estava em Baldur's Gate, que tinha crescido muito, sobre o que a trazia à vila, e que os pais dela ficariam orgulhos e felizes em vê-la. Atravessar a pequena cidade foi um trabalho lento, pois a chegada de Divah tinha virado a novidade da cidade. Informaram-na que o Serjão (antigo amigo travesso dela) tinha virado um dos responsáveis pela pequena guarda da cidade, além de outras fofocas. Divah aproveitou para perguntar de Dhalsim, e informaram que ele havia chegado em Ninho Verde tinha uns dois anos e que ainda se hospedava na praça das estalagens da vila, atualmente na estalagem Porco Espinhento.

 Como a estalagem ficava no caminho para a casa de seus pais, decidiram passar por lá antes. Ao adentrarem a estalagem, o estalajadeiro reconheceu Divah e lhe comprimentou e perguntou tudo que lhe fora perguntado pelo povo de Ninho Verde até chegar ali. Após isso, Divah lhe perguntou sobre Dhalsim, e o estalajadeiro informou que ele voltara à cidade há alguns dias, mas que não estava lá naquele momento. Perguntou se ela iria à casa dos pais dela, e com a afirmativa disse que assim que ele chegasse, mandaria o seu garoto de recados lhe informar. Então partiram para a casa dos pais de Divah. 

 Ao chegarem foram muito bem recebidos, e Divah foi recebida com muito carinho e abraços, seus pais estavam curiosos pelas suas histórias e pelas razões de sua visita. Serviram à todos um lanche simples, porém farto, e ofereceu à todos o abrigo durante as noites que precisassem passar em Ninho Verde. Após uma tarde de conversas, o garoto de recados do Porco Espinhento bateu à porta e informou que Dhalsim estava no bar da estalagem à espera deles.

 No bar, sentaram-se com Dhalsim e informaram à ele tudo que descobriram na Ilha da Tempestade, o Tomo do Dragão encontrado, o ritual que interromperam (evitando que o Dragão Azul Filhote torna-se um Dragão Azul Ancião, com o envelhecimento interrompido enquanto estava no tamanho adulto), o cultista que lá encontraram e a carta assinada por Rezmir. Ao citarem Rezmir, Dhalsim mostrou-se preocupado e disse que essa draconata negra era uma criatura que estava nas mais altas patentes do Culto do Dragão, e que qualquer coisa que ela estivesse envolvida era muito ruim. Durante o avançar da conversa, os aventureiros perceberam um certo reboliço na cidade, mas nada que tivesse chamado à atenção para fora da conversa que tinham com Dhalsim, até que o chão começara a tremer e o teto à cair. Todos perderam a consciência momentaneamente.

 Divah acordou primeiro, e viu que o bar da estalagem havia desabado em cima deles, porém sem ferí-los. Percebeu um cheiro de fumaça, e viu Dhalsim acordando. Logo levantaram todos e tiraram os poucos escombros que cairam em cima deles todos. Na saída da estalagem, viram o estalajadeiro lamentando o ocorrido e sem saber o que causou.

 Ao saírem nas ruas da cidade, viram que ela estava em chamas, com pessoas correndo para todo o lado, gritos e desespero envolta de todos, e perceberam alguns grupos de humanos e kobolds atacando as pessoas e as construções com tochas, incendiando tudo. Com um grupo se aproximando deles.

 Dhalsim se dirige à eles, pedindo que salvem as pessoas da cidade, partindo em seguida para cima dos malfeitores que se aproximavam. Divah repara que no meio do povo de Ninho Verde, um guarda da cidade grita para que todos corram para o forte da cidade, e reconhece-o como Serjão (seu antigo amigo travesso), porém assim como seus demais amigos, decidem partir para cima dos malfeitores que se aproximavam. Barbs correndo em fúria para cima deles, Diana dando piruetas acrobáticas para atacar os bandidos, Hank atirando suas flechas e saraivadas de espinho, Presto usando seu chapéu para atirar seus mísseis mágicos, Divah conjurando sua arma espiritual para auxiliá-la no ataque, Erik correndo em direção aos bandidos e Sheila atirando suas setas precisas, enfraqueceram o grupo de bandidos que se aproximavam, porém Dhalsim tomou a frente deles, com suas mãos já em chamas, e ao juntá-las à sua frente soprou um cone de fogo sobre os bandidos, ceifando a maioria das vidas deles. Após isso, virou-se mais uma vez aos aventureiros e gritou: "Salvem as pessoas! Eu tomo conta disso!"

 Ao verem que Dhalsim não parecia precisar de ajuda, viraram-se para Serjão, que reconhecera Divah e já clamava pela sua ajuda para levar as pessoas para o forte, então seguiram para o forte, juntando o máximo de pessoas que pudessem levar. Após um ou duas esquinas, ouviram que algo voava por cima deles, e ao virarem para ver o que passava por ali, observaram o abdômen de um Dragão Azul Adulto voando por cima deles, e em seguida soltando uma baforada de raio sobre casas e construções, que fizeram o chão tremer (assim entendendo o que causou a destruição do bar da estalagem).

Novamente um Dragão Azul assombra o grupo e ataca Ninho Verde.

 Neste momento encerramos a nossa sessão.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

Sessão 09: À caminho de Beregost

 Em Baldur's Gate, eles logo percebem que a cidade está mais movimentada que o comum, e ao encontrarem com um guarda do Punho Flamejante, Hank pergunta sobre o que está havendo na cidade e qual acampamento da guarda ele poderia ir para pegar orientações e possíveis provisões para a viagem para Ninho Verde.

 O guarda lhe informa que a cidade está se preparando para um evento que celebrará o Dia do Retorno, e terá um discurso do Grão Duque de Baldur's Gate para a população, o Abdel Adrian. Também informa que o acampamento depois da ponte na Cidade de Fora é o melhor local para ele procurar para ter informações e solicitar auxílio para chegar à Ninho Verde.

 Aproveitando que o caminho até o acampamento passava pela casa onde moravam (no bairro Canção Dobrada, na Cidade de Fora) e pequeno templo de Bahamut, os aventureiros foram até fizeram uma pausa para descansar e rever se estava tudo certo no local. Em um breve cochilo, Divah sonhou com um velhinho circundado por 7 canários, que conversou com ela sobre a benção que recebera de Astalagan, se identificou - vacilantemente - como Fizban (pelo menos era o que ele achava ser seu nome), e disse que a benção de um dragão metálico sempre era acompanhada de uma missão que ainda se revelaria para ela. Despediu-se e conforme ia embora, Divah ia acordando. De imediato ela reconheceu que o velhinho com os canários lembravam muito as descrições da forma humana que Bahamut já tomara na era dos Tempos das Pertubações, e imaginou que pudesse ser um chamado de Bahamut para algo maior.

 Depois da breve parada, seguiram até a ponte sobre o rio Chionthar, a Passagem do Draco, após pagarem o pedágio na Pedra do Draco, foram recebidos no pequeno acampamento do Punho Flamejante, na saída do bairro Escrabosana, por soldados do Punho que reconheceram Hank (que já havia feito serviços para o Punho em pontos mais longínquos de Baldur's Gate), conversaram com ele, que solicitou conversar com o responsável pelo acampamento, o sargento Tobrael, que tem Hank em sua elevada estima, pelos serviços que já lhe tinha prestado. Ao conversarem, Hank e seus companheiros, informaram da viagem à Ninho Verde, negociou-se a liberação de 7 pangarés (cavalos velhos de carga) para agilizarem a viagem deles. Informou que o melhor caminho era viajarem até Beregost e de lá pegarem a trilha para os Campos Verdes, onde chegariam até Ninho Verde. Desejou boa viagem e fecharam negócio.

 A viagem até Beregost, devido as boas condições da estrada se encaminhavam para algo bem mais rápido do que esperava, reduzindo inclusive um dia de viagem. Sempre encontraram alguns viajantes à caminho de Baldur's Gate, mas não cruzaram com ninguém indo à Beregost. Em determinada altura, já no segundo dia de viagem foram abordados por um pedinte, solicitando alguma peça de cobre ou prata para poder se alimentar. Erik e Presto deram-lhe uma peça de cobre cada, e receberam os agradecimentos do pedinte que se encaminhou para o fora da estrada. Sheila e Diana desconfiaram do pedinte, até pela localização que o encontraram, a estrada passava por um corredor de pedras grandes que tampavam a visão das laterais do caminho em que seguiriam.

 Sheila então desceu do cavalo e tentou, sem chamar a atenção, ver se atrás das pedras haviam alguém acompanhando esse pedinte. Porém Presto reparou o desmontar de Sheila, e sem entender onde ela ia, chamou-a com a voz alta, fato que chamou a atenção para Sheila, que pouco conseguiu ver atrás das pedras, mas reparou alguma movimentação.

 Erik, desconfiado de tudo aquilo, chamou o pedinte para conversar com ele, porém foi ignorado pelo mesmo, que sentou-se próximo à uma pedra dizendo-se cansado. Sem paciência, Erik sacou sua espada, descendo do cavalo. Este ato fez com que o pedinte se levantasse e fosse para o meio da estrada, se afastando do grupo, porém dando a ordem a outros escondidos: "ATAQUEM!"

Eis que surgem vários bandidos escondidos nas pedras.

 Saindo de trás das pedras, vários bandidos, e seus arcos curtos e espadas curtas, atacam o grupo, enquanto o pedinte (revelando-se o líder do grupo) saca uma adaga e uma cimitarra e se prepara para contra-atacar os heróis. 

 Erik se engaja em combate com o líder do grupo, Diana cavalga até o líder, salta sobre ele e o ataca, enquanto isso Barbs, em fúria, parte para cima com seu machado de um dos bandidos que saiu de trás das pedras, e com um golpe só, parte a cabeça do bandido como um melão. Tal ato feroz, já fez os demais bandidos se entreolharem em dúvida se estava atacando o grupo certo, porém sabiam que estavam em maior número.

 Divah rogou à Bahamut, enquanto se aproximava do líder dos bandidos, para que purificasse o homem vil que os atacara, nessa hora um luz irrompe no corpo do líder, queimando-o magicamente. Presto, usando seu chapéu solta um raio reluzente que causa queimaduras no líder dos bandidos também.

 Sheila, que ficou onde estava, usa sua besta para atacar um dos bandidos que saiu de trás da pedras, e, com um mira perfeita, atravessa sua seta pelo pescoço do meliante, que cai de joelhos no chão, dando seu último grunhido antes de cair sem vida. Neste momento, alguns dos bandidos que estavam se aproximando dos aventureiros, hesitaram e começaram a recuar, porém a maioria avançava e atacava com suas flechas, porém sem causa maiores danos.

 Hank, em seu cavalo, parte para cima dos bandidos, e no meio do caminho fica de pé sobre o lombo de sua montaria e prepara seu arco para realizar um disparo, o que poderia dar certo, não fosse o caso de ter desequilibrado e caído de costas no chão, perdendo um pouco o fôlego.

 Erik e Diana seguiam lutando bravamente contra o líder do bando, que se defendia e atacava muito bem, mesmo bastante ferido. Enquanto isso Barbs se aproximou do líder dos bandidos, atacando-o com seu machado, deixando-o mais ferido ainda. Presto seguia com seu raio de bruxa, Hank, mesmo deitado fez dois ataques com seu arco. Em um deles concentrou-se em seu arco, e deu uma saraivada de flechas radiantes sobre vários bandidos, em seguida destilou seu olhar à seu alvo favorito (um dos bandidos ordináios) e atirou outra flecha radiante que acertou o peito do inimigo em cheio, ceifando sua vida.

 A cada ataque dos heróis, os bandidos percebiam que haviam se metido com o grupo errado, e começavam à fugir, até que Divah se aproxima de um dos bandidos que não havia se retirado, e ataca com sua maça mágica em sua cabeça, virando-a ao contrário. Com esse cenário, e já em números reduzidos (devido às mortes e fugas), o líder dos bandidos solta suas armas e se ajoelha no chão pedindo clemencia. Tal ato fez com que os poucos bandidos que ainda não tinha fugido, batessem em retirada.

 Os aventureiros interrogaram o líder dos bandidos e o revistaram, descobriram seu nome (Luc), de onde vinha (da nação de Amn), que roubava para poder comer, e em meio à seus pertences tinha, além da adaga e cimitarra, uma quantia e moedas de cobre, prata e ouro que totalizavam por volta de 30 peças de ouro em valores. Debateram o que deveria fazer com ele, com Barbs propondo amarrá-lo em uma árvore, já Erik era favorável a não deixá-lo para trás com vida, e Sheila propondo levarem ele preso e desacordado até Beregost e entregá-lo às autoridades locais. E assim o fizeram, nos termo de Sheila.

 Seguiram até Beregost, com Luc amarrado e desacordado em um dos cavalos. Lá procuraram as autoridades (ligados à ordem clerical de Lathander, o senhor da manhã) e o entregaram informando o ocorrido, descobriram que havia uma recompensa pela prisão de Luc, e receberam 50 peças de ouro. Se informaram onde poderiam passar à noite e foram até a pousada Feixe Vermelho, onde alugaram quartos com direito a refeições, para passarem à noite.

 Encerramos à sessão neste momento.

terça-feira, 25 de junho de 2024

Sessão 08: O sacrifício de Astalagan

 Astalagan e Lenniton lutavam ferozmente, mesmo Lenniton (Dragão Azul Adulto) sendo menor que Astalagan (Dragão de Bronze Ancião), levava vantagem por conseguir voar e realizar ataques ao ancião sem asas.

 Enquanto isso, dentro das ruinas do observatório, Fazfaísca, mesmo ferido, seguia com o ritual, e desta vez resolveu trocar de plano: ao invés de usar Aidron como sacrifício, ele usaria o próprio Astalagan, pois sua condição física de não voar facilitaria o serviço e a força de um sacrifício de um dragão ancião faria com que Lenniton alcançasse a última etapa de crescimento e empoderamento. Direcionou a energia do orbe para drenar a vida de Astalagan. Porém, ele não esperava que Astalagan conseguisse interferir neste sacrifício, fazendo o orbe sugar Divah, colocando-a no centro do do poder que o orbe roubava dele, passando pouco poder para Lenniton.

 Em um último esforço, Astalagan atacou Lenniton, atingindo-o no rosto, causando um grande ferimento próximo ao olho esquerdo do dragão azul adulto. Lenniton se afastou de Astalagan, voou mais alto, olhou com desprezo para ele e para os demais e decidiu ir embora, abandonando Fazfaísca e os Kobolds que à ele prometeram lealdade.

 Sendo amplamente atacado, Fazfaísca resolve lançar mão de uma cura que aprendera nos anos de estudo, recitou uma magia necromantica que arrancou o tecido corporal dos kobolds caídos e cobriu suas feridas, restaurando-o a saúde original. E para complementar, os Kobolds caídos, agora se levantavam como esqueletos mortos-vivos de Kobolds.

 Apesar de toda a preocupação do grupo com Divah, que gritava dentro do orbe, como se sua pele queimasse, Sheila decidiu executar as ordens de Astalagan, e libertou Aidron. Enquanto isso, Astalagan teve sua vida drenada, tendo o peito necrosado no processo, e caiu morto no mar.

Astalagan sacrificou-se para salvar Aidron

 Com a queda de Astalagan, a libertação de Aidron e a fuga de Lenniton, os aventureiros se voltaram para Fazfaísca, que demonstrava revolta com a fuga de Lenniton antes do fim do ritual, que agora estava interrompido. Diante disso, o orbe explodiu em luz, libertando Divah, que aparentava reluzir, como se tivesse sido banhada à óleo, e segurando uma maça mágica, a Maça Abençoada de Astalagan. Um presente à clériga de Bahamut, que canalizou parte do poder de Astalagan.

Maça Abençoada de Astalagan

 Mesmo com auxílio dos kobolds e dos kobolds esqueletos, Fazfaísca teve sua vida ceifada pelas mãos espectrais de Diana. E após a morte do draconato azul, os kobolds esqueletos desmontaram voltando para o mundo dos mortos e os poucos kobolds ainda vivos ficaram receosos de continuar lutando. Quando Divah chegou toda ameaçadora, exigindo que escolhessem entre servir Bahamut ou terem suas vidas retiradas em nome dele, eles se renderam, afirmando que foram obrigados à fazer tudo aquilo.

 Enquanto o grupo se dividia entre revistar o corpo de Fazfaísca, revistar os kobolds sobrevivente, e deram uma busca no observatório atrás de informações novas, Divah se aproximou de Aidron e conversou com ele, descobrindo como tudo ocorrera e que Astalagan era avô dele.

 Após revistar o corpo de Fazfaísca, acharam as páginas rasgadas do Tomo do Dragão e uma carta, que parecia ser do Culto do Dragão, assinada por alguém intitulado como Rezmir. Nesta carta, ela orientava Fazfaísca à ir até a Ilha da Tempestade, cativasse o dragão que lá habitava (Aidron), usasse o tomo que havia na ilha, realizasse o ritual até a penúltima etapa, quando transformaria um dragão filhote ou jovem em um dragão ancião, não realizando o processo de transformação em Dracolich.

Culto do Dragão apaentemente envolvido

 Decidiram então retornar ao Repouso do Dragão e informar Runara dos acontecimentos. Ela lamentou a morte de Astalagan, mas ficou grata pelo resgate de Aidron e encerrarem o ritual. Informou que aquele ritual que interromperam, era realizado com dragões filhotes ou jovens, para envelhecê-los para adultos ou anciões, pois o processo de transformação em Dracolich não era suportado por filhotes e jovens. Porém, pelo que ela saiba, nunca um filhote ou jovem conseguira sobreviver à transformação em Dracolich, mesmo depois de envelhecidos. Com a ressalva de não saber se interromper aquele ritual para depois realizar outro ritual daria certo. Convidou os aventureiros à descançar e recuperar as forças, e no dia seguinte iriam voltar às ruínas do observatório para realizar uma elegia em homenagem à Astalagan.

 No dia seguinte, com todos os habitantes do Repouso do Dragão reunidos nas ruínas, trazendo flores e velas acesas, Runara se adiantou e começou a recitar a Elegia para o Primeiro Mundo:

Respirem, dragões; cantem ao Primeiro Mundo,
forjado a partir do caos e pintado com beleza.
Cantem à Bahamut, o Platino,
moldando as formas das montanhas e dos rios;
Cantem também à Tiamat, a Cromática,
pintando toda a tela infinita.
Em parceria, na escuridão eles acordaram;
em parceria, nos atos de criação eles trabalharam.
 
Respirem, dragões; cantem então à Sardior,
jóia vermelho-rubi que eles fizeram à sua semelhança;
Sardior, primogênito da raça dos dragões,
trabalhou ao lado de Bahamut e Tiamat,
Moldando os dragões que eles criaram:
dragões metálicos e dragões cromáticos.
Respirem, dragões - tragam o dom da vida
soprado em você no alvorecer da criação.
 
Respirem, dragões; cantem sobre os forasteiros,
deuses guerreiros com seus adeptos mortais;
Agitados, eles vieram para o Primeiro Mundo,
em busca de um lar para suas legiões de seguidores.
Poderosos em magia e números,
divindades conquistadoras aproveitaram a vitória.
Caído estava o nobre Bahamut,
Sardior, escondido no coração da criação.
 
Respirem, dragões; cantem agora à Tiamat,
furiosa na batalha sem esperança de vitória.
Ela não fugiria nem se renderia,
lutando enquanto a morte alcançava suas garras frias em sua direção.
Os arautos da guerra apreenderam-na e amarraram-na,
arrebataram-na da morte, sepultaram-na em tormento -
Selada na escuridão para sempre,
cativa de deuses que reivindicaram a criação.
 
Respirem, dragões; cantem a conquista,
semeando o mundo com suas legiões de seguidores,
Cada um em sua própria habitação,
elfos em suas florestas, anões em suas montanhas,
orcs em suas cavernas e desfiladeiros, 
goblins em terras ermas, e pequeninos em campos verdes,
aberrações e monstruosidades, horrores de longe,
à espreita nas sombras e sonhos,
alimentando-se da loucura e do caos,
dividindo o mundo e a criação,
pervertendo e distorcendo-o de acordo com seus desejos.
 
Respirem, dragões; cantem à Bahamut,
que reuniu seus filhos, metálicos e brilhantes,
e trouxe à tona sua fúria,
sacudindo o mundo e fervendo os mares,
escurecendo o céu e atacando a terra,
dispersando os inimigos, derrotando seus senhores,
destruindo a prisão
segurando firme a Rainha Dragão.
 
Respirem, dragões; cantem sobre sua liberdade -
Tiamat libertada de sua prisão de tormento!
Contem como ela também reuniu seus filhos,
dragões cromáticos, um espectro de caos.
Cantem sobre sua fúria, sua vingança,
relâmpagos e veneno, gelo, fogo e corrosão,
Cinco cabeças, monstruosas e poderosas,
violentas em uma campanha de destruição.
 
Respirem, dragões; cantem ao Primeiro Mundo,
espalhados em infinitas realidades de mudas.
Cantem à Bahamut e à Tiamat,
observando sua divisão, lamentando seu trabalho.
Cantem também sobre Sardior, seu corpo uma prisão,
seus filhos lançando olhares atentos para o Distante.
Respirem, dragões: vocês são herdeiros,
governando os destroços da destruição do Primeiro Mundo.

 Após a elegia declamada, Runara informa as razões de fazê-lo em homenagem à Astalagan.

 No dia seguinte, os aventureiros pegaram o barco de volta à Baldur's Gate, onde fariam compras de suprimentos para então viajarem para Ninho Verde, encontrar com Dhalsin para lhe passar o que descobriram.

 Após a chegada em Baldur's Gate, encerramos à sessão para realizarem compras na cidade e vendas de equipamentos que não pretendem usar, além dos tesouros que encontraram na ilha.

Sessões 14 e 15: Tocaia no Moinho e a Invasão do Forte

 Já dentro do templo, os moradores ali refugiados do ataque gritaram em pânico, pois acharam que os invasores eram os saqueadores e não os a...